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Juliana Passinho: talento brasileiro em destaque no Congresso Mundial de Neurocirurgia Funcional

há 7 dias
3 min de leitura
Chicago, 2024. Dra. Juliana Passinho no Congresso Mundial da WSSFN, ao lado do Dr. Fabio Godinho.
Chicago, 2024. Dra. Juliana Passinho no Congresso Mundial da WSSFN, ao lado do Dr. Fabio Godinho.

Por Prof. Alexandre Amaral, Presidente da SBENF Em setembro de 2024, durante o Congresso Mundial da World Society for Stereotactic and Functional Neurosurgery (WSSFN), em Chicago, a Dra. Juliana Passinho já representava a neurocirurgia brasileira com a apresentação de seus trabalhos científicos. Uma participação que merecia maior visibilidade e reconhecimento entre nós.


Dois anos depois, no 21º Congresso Mundial de Neurocirurgia Estereotáxica e Funcional, realizado entre 30 de setembro e 3 de outubro de 2026, em Marselha, a Dra. Juliana voltou a representar a produção científica brasileira. Desta vez, apresentou os resultados de seu doutorado pela Universidade de São Paulo, em um estudo que compara a campotomia por radiofrequência unilateral e bilateral no tratamento da doença de Parkinson, avaliando seus efeitos sobre sintomas motores, não motores e qualidade de vida.

Marselha, 2026. Apresentação dos resultados do doutorado na sessão de Distúrbios do Movimento.
Marselha, 2026. Apresentação dos resultados do doutorado na sessão de Distúrbios do Movimento.

Sua apresentação foi recebida com muitos aplausos, reconhecimento merecido pela qualidade e rele

vância do trabalho desenvolvido.


Eu estava lá. Conheço e admiro sua capacidade técnica há muitos anos, de modo que a excelência de sua apresentação não me surpreendeu. Mas houve uma cena, depois de sua participação, que guardarei especialmente na memória.


Foi vê-la percorrendo os corredores do congresso para encontrar seus professores e lhes agradecer. Em um momento de conquista e reconhecimento, fez questão de lembrar aqueles que contribuíram para sua formação.


Eu estava lá. Conheço e admiro sua capacidade técnica há muitos anos, de modo que a excelência de sua apresentação não me surpreendeu. Mas houve uma cena, depois de sua participação, que guardarei especialmente na memória.


Foi vê-la percorrendo os corredores do congresso para encontrar seus professores e lhes agradecer. Em um momento de conquista e reconhecimento, fez questão de lembrar aqueles que contribuíram para sua formação.

Poucos gestos revelam tanto sobre uma pessoa quanto a capacidade de reconhecer sua própria trajetória sem esquecer quem dela participou.


Nos corredores do congresso. Ao lado do Prof. Stephan Chabardes, em Marselha.
Nos corredores do congresso. Ao lado do Prof. Stephan Chabardes, em Marselha.

Mas essa conquista também me trouxe uma reflexão que considero necessária.


Como presidente da Sociedade Brasileira de Estereotaxia e Neurocirurgia Funcional, acredito que uma comunidade científica não pode se limitar a reconhecer seus talentos quando eles alcançam projeção internacional. É preciso identificá-los, incentivá-los e oferecer condições para que desenvolvam plenamente suas capacidades.


Ainda temos muito a avançar nesse compromisso.


Falamos frequentemente sobre a importância de ampliar a participação e o reconhecimento das mulheres na medicina e na ciência. Mas esse compromisso precisa se traduzir em oportunidades concretas, incentivo à pesquisa, apoio à formação e valorização das conquistas acadêmicas.


É preciso reconhecer que nem sempre temos sido tão atentos e generosos quanto deveríamos com os talentos que se desenvolvem entre nós.


A trajetória da Dra. Juliana Passinho nos convida a essa reflexão. Seu mérito é inquestionável. Sua dedicação, sua competência e a qualidade de sua produção científica são razões suficientes para que suas conquistas recebam o reconhecimento que merecem.


E há algo que considero fundamental: o reconhecimento não deve chegar apenas quando o talento já conquistou seu espaço. O apoio precisa existir também durante o caminho.


Essa é uma responsabilidade que pertence a todos nós: professores, colegas, instituições de ensino e sociedades científicas.


Juliana, sua trajetória nos orgulha. Não apenas pela excelência do trabalho que desenvolve, mas também pela seriedade, pela determinação e pela generosidade com que constrói seu percurso profissional.


Que sua conquista seja celebrada como merece e que sirva de inspiração para uma comunidade científica cada vez mais comprometida com o desenvolvimento e o reconhecimento de seus talentos.

O mérito de uma conquista não depende dos aplausos que recebe. Mas a grandeza de uma comunidade científica também se revela na capacidade de reconhecer, apoiar e celebrar aqueles que a representam.

Receba os meus parabéns e o reconhecimento da Sociedade Brasileira de Estereotaxia e Neurocirurgia Funcional.

WSSFN 2026, Marselha. Prof. Alexandre Amaral, presidente da SBENF, e Dra. Juliana Passinho.
WSSFN 2026, Marselha. Prof. Alexandre Amaral, presidente da SBENF, e Dra. Juliana Passinho.

Parabéns, Dra. Juliana Passinho!


Prof. Alexandre Amaral

Presidente da Sociedade Brasileira de Estereotaxia e Neurocirurgia Funcional (SBENF)

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