Juliana Passinho: talento brasileiro em destaque no Congresso Mundial de Neurocirurgia Funcional

Por Prof. Alexandre Amaral, Presidente da SBENF Em setembro de 2024, durante o Congresso Mundial da World Society for Stereotactic and Functional Neurosurgery (WSSFN), em Chicago, a Dra. Juliana Passinho já representava a neurocirurgia brasileira com a apresentação de seus trabalhos científicos. Uma participação que merecia maior visibilidade e reconhecimento entre nós.
Dois anos depois, no 21º Congresso Mundial de Neurocirurgia Estereotáxica e Funcional, realizado entre 30 de setembro e 3 de outubro de 2026, em Marselha, a Dra. Juliana voltou a representar a produção científica brasileira. Desta vez, apresentou os resultados de seu doutorado pela Universidade de São Paulo, em um estudo que compara a campotomia por radiofrequência unilateral e bilateral no tratamento da doença de Parkinson, avaliando seus efeitos sobre sintomas motores, não motores e qualidade de vida.

Sua apresentação foi recebida com muitos aplausos, reconhecimento merecido pela qualidade e rele
vância do trabalho desenvolvido.
Eu estava lá. Conheço e admiro sua capacidade técnica há muitos anos, de modo que a excelência de sua apresentação não me surpreendeu. Mas houve uma cena, depois de sua participação, que guardarei especialmente na memória.
Foi vê-la percorrendo os corredores do congresso para encontrar seus professores e lhes agradecer. Em um momento de conquista e reconhecimento, fez questão de lembrar aqueles que contribuíram para sua formação.
Eu estava lá. Conheço e admiro sua capacidade técnica há muitos anos, de modo que a excelência de sua apresentação não me surpreendeu. Mas houve uma cena, depois de sua participação, que guardarei especialmente na memória.
Foi vê-la percorrendo os corredores do congresso para encontrar seus professores e lhes agradecer. Em um momento de conquista e reconhecimento, fez questão de lembrar aqueles que contribuíram para sua formação.
Poucos gestos revelam tanto sobre uma pessoa quanto a capacidade de reconhecer sua própria trajetória sem esquecer quem dela participou.

Mas essa conquista também me trouxe uma reflexão que considero necessária.
Como presidente da Sociedade Brasileira de Estereotaxia e Neurocirurgia Funcional, acredito que uma comunidade científica não pode se limitar a reconhecer seus talentos quando eles alcançam projeção internacional. É preciso identificá-los, incentivá-los e oferecer condições para que desenvolvam plenamente suas capacidades.
Ainda temos muito a avançar nesse compromisso.
Falamos frequentemente sobre a importância de ampliar a participação e o reconhecimento das mulheres na medicina e na ciência. Mas esse compromisso precisa se traduzir em oportunidades concretas, incentivo à pesquisa, apoio à formação e valorização das conquistas acadêmicas.
É preciso reconhecer que nem sempre temos sido tão atentos e generosos quanto deveríamos com os talentos que se desenvolvem entre nós.
A trajetória da Dra. Juliana Passinho nos convida a essa reflexão. Seu mérito é inquestionável. Sua dedicação, sua competência e a qualidade de sua produção científica são razões suficientes para que suas conquistas recebam o reconhecimento que merecem.
E há algo que considero fundamental: o reconhecimento não deve chegar apenas quando o talento já conquistou seu espaço. O apoio precisa existir também durante o caminho.
Essa é uma responsabilidade que pertence a todos nós: professores, colegas, instituições de ensino e sociedades científicas.
Juliana, sua trajetória nos orgulha. Não apenas pela excelência do trabalho que desenvolve, mas também pela seriedade, pela determinação e pela generosidade com que constrói seu percurso profissional.
Que sua conquista seja celebrada como merece e que sirva de inspiração para uma comunidade científica cada vez mais comprometida com o desenvolvimento e o reconhecimento de seus talentos.
O mérito de uma conquista não depende dos aplausos que recebe. Mas a grandeza de uma comunidade científica também se revela na capacidade de reconhecer, apoiar e celebrar aqueles que a representam.
Receba os meus parabéns e o reconhecimento da Sociedade Brasileira de Estereotaxia e Neurocirurgia Funcional.

Parabéns, Dra. Juliana Passinho!
Prof. Alexandre Amaral
Presidente da Sociedade Brasileira de Estereotaxia e Neurocirurgia Funcional (SBENF)




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